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quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Divisão do Trabalho


A divisão do trabalho fez do operário um trabalhador incapaz de compreender qualquer processo completo de produção, realizando apenas uma parcela da atividade necessária à produção. No entanto, nos fins do século XVIII e ao longo do século XIX, os movimentos de operários tornaram-se constantes, unindo-se enquanto comunidade de operários contra os abusos dos Capitalistas. Tais tradições culturais e hábitos tradicionais dos trabalhadores eram obstáculos que exigiram o surgimento de uma "mentalidade" de controle disciplinar para os operários. Um dos meios que os empresários utilizaram para solucionar tal questão foi o de punir os trabalhadores com demissões ou ameaças de demissões; multas por atraso ou pela ausência e insubordinação no trabalho. Por outro lado, incentivos (pagamentos extras e prêmios) foram utilizados como incentivo de produção e de disciplina. No entanto, mesmo assim, como mantê - los motivado por um longo período ao processo desgastante da produção? No século XIX, nos Estados Unidos, nasce a solução para a problemática: a base motivacional do trabalho passa a ser o consumo enquanto incentivo contra a insatisfação permanente das condições de vida individual. A satisfação dos interesses pessoais se realiza na medida em que a perseguição pelo lucro individual econômico torna-se meta e sinônimo de trabalho.

Ao longo do século XX, pela condição a que foi levada a sociedade, o domínio político e social exercido pelo capital tornou-se tarefa fácil (alienação): é a perda da visão do "todo" (enquanto humanistas). Os indivíduos isolados são mais facilmente comandados, "motivados" e explorados, isto é, a perda da concepção de grupo. Eis a base para a ambição pessoal.

Hoje o trabalhador tem de ser mais flexível, adaptável, multidisciplinar, tendo uma visão do todo (visão holística), ou seja, do sistema por completo, ser criativo, bem informado, dominando informática e possuir habilidades técnicas.

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