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domingo, 10 de agosto de 2008

Por que uma empresa abre o capital ?


A abertura de capital não se restringe apenas às grandes companhias. O ingresso de empresas de menor porte no mercado não só é possível, como desejável. As exigências legais e as demandas do mercado para com uma companhia aberta não implicam perda da necessária confidencialidade empresarial. Mesmo a obrigatória divulgação imediata de fatos relevantes pode ser temporária e excepcionalmente adiada por decisão do presidente da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), tendo em vista a proteção dos interesses da companhia e de seus acionistas.

Motivos para uma empresa abrir capital:

a) Captação de Recursos Financeiros para Investimento ou Reestruturação de Passivos
b) Imagem Institucional
c) Profissionalização
d) Novos Relacionamentos Com os Funcionários
e) Manutenção da Condição de Companhia Aberta
a) Para que a empresa mantenha sua condição de companhia aberta, é necessário, de
início, que sejam cumpridas as exigências legais e institucionais decorrentes abertura.

As principais estão resumidas a seguir:
Principais Documentos ou Procedimentos devidos à CVM, Acionistas e Bolsas
a) Relatório da Administração, Demonstrações Financeiras
Anuais e respectivos pareceres de Auditoria Independente.
b) DFP - Demonstrações Financeiras Padronizadas.
c) ITR - Informações Trimestrais.
d) IAN - Informações Anuais
e) AGO/E(s) divulgadas com Edital.
f) Divulgação de Fato Relevante.
g) Proibição de Uso de Informação Privilegiada por parte dos administradores.
h) Pagamento de Taxa de Fiscalização à CVM.
i) Pagamento de Anuidade à bolsa.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Bovespa - Noções Básicas


Quanto mais desenvolvida é uma economia, mais ativo é o seu mercado de capitais, o que se
traduz em mais oportunidades para as pessoas, empresas e instituições aplicarem suas
poupanças. Ao abrir seu capital, uma empresa encontra uma fonte de captação de recursos
financeiros permanentes. A plena abertura de capital acontece quando a empresa lança suas
ações ao público, ou seja, emite ações e as negocia nas bolsas de valores.

E você, ao adquirir ações, passa a ser também sócio da empresa - um acionista.

Fundada em 23 de agosto de 1890, a Bolsa de Valores de São Paulo - BOVESPA tem uma
longa história de serviços prestados ao mercado de capitais e à economia brasileira. Até meados da década de 60, a BOVESPA e as demais bolsas brasileiras eram entidades oficiais corporativas, vinculadas às secretarias de finanças dos governos estaduais e compostas por corretores nomeados pelo poder público.


Com as reformas do sistema financeiro nacional e do mercado de capitais implementadas em
1965/66, as bolsas assumiram a característica institucional que mantêm até hoje, transformando-se em associações civis sem fins lucrativos, com autonomia administrativa, financeira e patrimonial. A antiga figura individual do corretor de fundos públicos foi substituída pela da sociedade corretora, empresa constituída sob a forma de sociedade por ações nominativas ou por cotas de responsabilidade limitada. A Bolsa de Valores de São Paulo é uma entidade auto-reguladora que opera sob a supervisão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).


Desde a década de 60, tem sido constante o desenvolvimento da BOVESPA, seja no campo
tecnológico, seja no plano da qualidade dos serviços prestados aos investidores, aos
intermediários do mercado e às companhias abertas.
Em 1972, a BOVESPA foi a primeira bolsa brasileira a implantar o pregão automatizado com a
disseminação de informações on-line e em real time, através de uma ampla rede de terminais de computador. No final da década de 70, a BOVESPA foi também pioneira na introdução de
operações com opções sobre ações no Brasil; nos anos 80 implantou o Sistema Privado de
Operações por Telefone(SPOT). Na mesma época, a BOVESPA desenvolveu um sistema de
custódia fungível de títulos e implantou uma rede de serviços on-line para as corretoras. Em 1990, foram iniciadas as negociações através do Sistema de Negociação Eletrônica - CATS (Computer Assisted Trading Sistem) que operava simultaneamente com o sistema tradicional de Pregão Viva Voz. Em 1997, foi implantado com sucesso o novo sistema de negociação eletrônica da BOVESPA, o Mega Bolsa. Além de utilizar um sistema tecnológico altamente avançado, o Mega Bolsa amplia o volume potencial de processamento de informações e permite que a BOVESPA consolide sua posição como o mais importante centro de negócios do mercado latino americano.


A ampliação do uso da informática foi a marca das atividades da BOVESPA em 1999, com o
lançamento do Home Broker e do After-Market, ambos meios para facilitar e tornar viável a
desejada participação do pequeno e médio investidor no mercado.

O Home Broker permite que o investidor, por meio do site das Corretoras na Internet,
transmita sua ordem de compra ou de venda diretamente ao Sistema de Negociação da
BOVESPA.

Neste sentido, o sistema da BOVESPA é único no mundo. Nos Estados Unidos, as
ordens são executadas, em sua maioria, fora do âmbito das bolsas de valores e, portanto, nem sempre ao melhor preço.


O After-Market é outra inovação da BOVESPA, pioneira em termos mundiais, que oferece a
sessão noturna de negociação eletrônica. Além de atender aos profissionais do mercado, este
mecanismo também é interessante para os pequenos e médios investidores, pois permite que
enviem ordens por meio da Internet também no período noturno.
Atualmente, a BOVESPA é o maior centro de negociação com ações da América Latina,
destaque que culminou com um acordo histórico para a integração de todas as bolsas brasileiras
em torno de um único mercado de valores - o da BOVESPA.

A razão principal da existência da Bolsa de Valores de São Paulo - BOVESPA, assim como de
todas as demais bolsas de valores organizadas, pode ser expressa em sua essência por um
simples termo: Liquidez.

Financeiramente um título mobiliário tem liquidez quando pode ser comprado ou vendido, em
questão de minutos, a um preço justo de mercado, determinado pelo exercício natural das leis de oferta e demanda. Para tanto, a BOVESPA oferece os mais variados mecanismos de negociação
de títulos e valores mobiliários de empresas criteriosamente selecionadas, um sofisticado sistema de teleprocessamento para difusão de informações, exercendo, em defesa do interesse público, um rigoroso acompanhamento de todos os aspectos envolvidos nas transações, o que assegura elevados padrões éticos ao cumprimento de negócios realizados. A liquidação das operações é realizada pela CBLC. As operações nesses mercados podem ser feitas no pregão Viva Voz ou pelo pregão eletrônico.

O pregão viva voz é a forma tradicional de negociação, onde os operadores de pregão
recebem as ordens das mesas de operação das corretoras e as ofertam em uma sala de negociações dentro da Bolsa de Valores, denominada pregão. Fechado o negócio, é preenchida
uma boleta informando as especificações deste negócio. Apenas as ações com maior liquidez são negociadas no pregão viva voz.


O pregão eletrônico é o sistema onde as ordens são colocadas eletronicamente pelos operadores de mesa nas corretoras através de terminais conectados com a bolsa, ou ainda pelo sistema HomeBroker das corretoras, que canalizam as ordens provenientes da Internet. Todas estas ordens são encaminhadas a um servidor central que se encarrega de fechar os negócios e informá-los às corretoras. Todas as ações são negociadas através do pregão eletrônico.

O pregão Viva Voz é o recinto de negociações onde os operadores (funcionários das Corretoras) se reúnem e, de acordo com as ordens recebidas dos investidores, realizam negócios de compra ou venda de ações. Simultaneamente ao pregão Viva Voz, ocorre negociação de ações no Sistema Eletrônico (Mega Bolsa), via terminais.

No Sistema Eletrônico são negociadas todas as ações listadas na BOVESPA, enquanto no
pregão Viva Voz são negociadas apenas as 15 ações com maior liquidez no mercado.
Obs.: A realização de negócios requer sempre a intermediação de uma Corretora, que está
credenciada a executar, em pregão, a ordem de compra ou venda de seu cliente, por meio de um de seus operadores.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Divisão do Trabalho


A divisão do trabalho fez do operário um trabalhador incapaz de compreender qualquer processo completo de produção, realizando apenas uma parcela da atividade necessária à produção. No entanto, nos fins do século XVIII e ao longo do século XIX, os movimentos de operários tornaram-se constantes, unindo-se enquanto comunidade de operários contra os abusos dos Capitalistas. Tais tradições culturais e hábitos tradicionais dos trabalhadores eram obstáculos que exigiram o surgimento de uma "mentalidade" de controle disciplinar para os operários. Um dos meios que os empresários utilizaram para solucionar tal questão foi o de punir os trabalhadores com demissões ou ameaças de demissões; multas por atraso ou pela ausência e insubordinação no trabalho. Por outro lado, incentivos (pagamentos extras e prêmios) foram utilizados como incentivo de produção e de disciplina. No entanto, mesmo assim, como mantê - los motivado por um longo período ao processo desgastante da produção? No século XIX, nos Estados Unidos, nasce a solução para a problemática: a base motivacional do trabalho passa a ser o consumo enquanto incentivo contra a insatisfação permanente das condições de vida individual. A satisfação dos interesses pessoais se realiza na medida em que a perseguição pelo lucro individual econômico torna-se meta e sinônimo de trabalho.

Ao longo do século XX, pela condição a que foi levada a sociedade, o domínio político e social exercido pelo capital tornou-se tarefa fácil (alienação): é a perda da visão do "todo" (enquanto humanistas). Os indivíduos isolados são mais facilmente comandados, "motivados" e explorados, isto é, a perda da concepção de grupo. Eis a base para a ambição pessoal.

Hoje o trabalhador tem de ser mais flexível, adaptável, multidisciplinar, tendo uma visão do todo (visão holística), ou seja, do sistema por completo, ser criativo, bem informado, dominando informática e possuir habilidades técnicas.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Origem do termo "Trabalho"



Por que muitas vezes o trabalho nos parece algo tão distante de nossas perspectivas?

Como uma possível resposta, comecemos refletindo sobre o conceito e sobre a origem do termo trabalho. Na antiga Roma, os cidadãos viviam numa condição de não-trabalho, mas claro jamais de forma igualitária.

Os únicos indivíduos que eram submetidos ao "Tripalium", instrumento de tortura de três pontas, formavam-se pelos presos e os escravos. Deste modo, foi do termo "Tripalium" que originou-se o conceito trabalho, desde a Idade Média (século XIV), relacionando sempre seu significado com a questão do sofrimento. Até hoje, quando dizemos que a "mulher entrou em trabalho de parto".

Quantas vezes você já ouviu a expressão: "Estou indo para a guerra".?

Neste período até o século XVIII, a sociedade feudal encontrava-se estruturada em camadas "estados", e o trabalho era monopólio do "terceiro estado", isto é, o povo.

A nobreza e o clero, que constituíam os dois primeiros estados, não conheciam o trabalho, sustentando suas vidas através do esforço do povo.

Portanto, compreender o que é o trabalho humano é o caminho para interpretarmos e compreendermos a natureza humana e as características de nossas sociedades.

O trabalho constitui-se por duas condições, a saber, as condições objetivas (como ele se organiza, como está dividido suas funções, sua complexidade e funcionalidade) e as condições subjetivas (a satisfação pessoal na sua realização, se a realizamos prazeirosamente ou não), ambas exercendo grande influência no ser humano enquanto indivíduo e enquanto sociedade (sociabilidade). Ao trabalhar, o homem sofre uma transformação no modo de pensar, modificando-se; atuando assim sobre a natureza externa e modificando-a, ao mesmo tempo modifica sua própria natureza.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Ação humana




Toda ação humana tende a um fim que é um bem. O conjunto das ações humanas e o conjunto de seus fins tendem para um "fim último", isto é, para um bem supremo, que todos concordam em chamar de felicidade. Mas poderíamos questionar o que é felicidade. Para a grande maioria das pessoas ela significa prazer e gozo, para outros ela é a honra (sucesso), ou ainda é a possibilidade de somar riquezas. No entanto, o "bem supremo" (felicidade) consiste em aperfeiçoar-se enquanto homem, não apenas no simples viver como tal (os animais e as plantas também são seres viventes), mas na função que é própria do homem, temos o valor de concretizar a Razão bem e perfeitamente, no sentido de uma vida completa.

Todo homem dotado de razão deve adentrar-se ao domínio da virtude do "comportamento prático", virtude esta que se adquire com o tempo: o hábito. A virtude nasce enquanto atividade interior e é colocando-a em prática que aprendemos a fazer as coisas que são necessárias serem feitas. Deste modo, será realizadndo ações justas que nos tornaremos justos, moderados com ações moderadas, corajosos com ações corajosas. Será deste modo que as virtudes tornar-se-ão um "modo de ser", um hábito (cárater). Mas os impulsos, as paixões e os sentimentos que tendem ao excesso ou à falta, muitas vezes impostas pelo próprio sistema, seriam justificaticáveis? Não, a razão tem a capacidade, a faculdade de impor a "justa medida" entre os extremos: a virtude é a mediana entre os extremos, pois deve tender para o meio.

Conhecimento não é sabedoria, esta, consiste em coordenar bem e de forma justa a vida do homem, de oferecer lucidez sobre aquilo que é bem ou mal para o homem no campo da prática. Conseqüentemente, quanto mais o homem se estender à reflexão e à contemplação, também se estenderá à Felicidade. Precisamos contemplar as coisas que nos rodeiam, ouvir a natureza, assistir a um pôr-de-sol, observar a minúcia beleza de cada ser. Você já parou para contemplar hoje?


Uma coisa é o "conhecer o bem" e outra é "realizar o bem". Nesse sentido o homem depara - se com a proháiresis (escolha) vinculada ao ato de deliberação.

Quando queremos alcançar determinado fim, nós estabelecemos pela deliberação quais serão os meios necessários para que, com a ação, cheguemos ao fim procurado: a escolha transforma os meios em ato, em realidade concreta.

Portanto: escolha!

Repasse do 1% do FPM será maior em 2008


A Emenda Constitucional 55 de 2007 (EC 55/2007) alterou o artigo 159 da Constituição Federal aumentando o repasse de recursos pela União ao Fundo de Participação dos Municípios. Agora, os municípios terão aumento de 1% para investirem em educação, saúde, transporte. Em 2007, os municípios tiveram um repasse em torno de R$ 430 milhões - referente a três meses de arrecadação - do FPM. A previsão da Confederação Nacional de Municípios (CNM) é que este ano seja de R$ 1.934.455.738.

O Fundo de Participação dos Municípios (FPM) é uma transferência constitucional composta de 23,5% da arrecadação do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). A distribuição dos recursos é feita de acordo com o número de habitantes dos municípios.

Como a distribuição dos recursos aos municípios é feita de acordo com o número de habitantes, são fixadas faixas populacionais cabendo a cada município um coeficiente individual. O coeficiente mínimo é de 0,6 para municípios com até 10.188 habitantes e o máximo é de 4,0 para aqueles acima 156 mil.

Do total dos recursos, 10% são destinados aos municípios das capitais, 86,4% para os demais e 3,6% para o fundo de reserva que os municípios com população superior a 142.633 habitantes (coeficientes entre 3.8 e 4.0), excluídas as capitais.

Fonte: Confederação Nacional de Municípios

domingo, 3 de agosto de 2008

Etiqueta



Etiqueta é um conjunto de regras cerimoniosas de trato entre as pessoas e que são estabelecidas a partir do bom senso e do bom gosto.

Ao contrário do que muita gente pensa, tais regras não são privilégios de determinada classe social; qualquer pessoa pode aprendê - las e fazer delas uma ferramenta a seu favor.
É importante considerar que nesse mundo extremamente competitivo, a pessoa que cultiva os bons modos tem mais chances de ascensão pessoal e profissional. Todo homem bem-sucedido sabe disso. Esse tipo de comportamento com certeza faz a diferença entre o sucesso e o fracasso; entre avançar ou ficar para trás.

A autoconfiança e a elegância tanto na maneira de se vestir, como na postura e apresentação pessoal, podem melhorar a sua imagem, mudar a percepção que os outros têm de você, abrindo as portas de um novo mundo.

Lembre-se que ser cordial, sincero e atencioso é a chave-mestre para granjear respeito e confiança.

Convenção é tudo aquilo que é aceito por consentimento geral como norma de proceder e de agir no convívio social.

Quando você se comporta de acordo com a escala de valores de um determinado grupo, é aceito por esse grupo. No entanto, quando não age de acordo com seus propósitos ou quebra uma conveção , fica sujeito a interpretações que fogem ao seu controle. Você pode ser visto como pessoa de "outro grupo" e, imediatamente, afastado daquele. Dê uma volta pela cidade prestando severa atenção nos grupos sociais, veja suas vestimentas, suas expressões, a forma como agem e pensam. Verá logo, logo que todos fazemos parte de um "grupo". Qual é o grupo que melhor me agrada? Estou satisfeito com o estilo de vida que levo? Pois é, saiba que a forma de agir e pensar reflete involuntariamente em nossas conquistas, tanto pessoais como profissionais. De tal forma, posso dizer que agimos de acordo com nossos interesses.

É por isso que cultivar boas maneiras, seguindo o protocolo social, é o grande segredo para ter um marketing pessoal sólido e eficiente.

Alguns tipos de associações mentais imediatas:


  • Símbolo Convenção
  • Livro Cultura, inteligência
  • Terno Status
  • Branco Paz, limpeza
  • Sorriso Boa educação, generosidade
  • Gravata Respeito, status
  • Dourado Requinte, luxo
  • Bons modos Status, requinte
  • Jóias Luxo, vaidade


O resultado de tudo o que fazemos depende da maneira como nos relacinamos com outras pessoas, de como nos apresentamos e como elas nos interpretam. Isso também vale na hora de procurar emprego ou fazer uma negociação.

As pessoas nos avaliam tanto no aspecto técnico como no comportamental. A entonação de voz, a postura, o modo de sentar, de comer, cumprimentar, tudo é constantemente avaliado.

Por exemplo, em todos os tipos de apresentação quem quer que esteja se apresentando ou sendo apresentado, deve sorrir e olhar a pessoa nos olhos. Seriedade e tensão não funcionam bem nas apresentações.

Uma coisa importante que deve ser observada — tanto por homens como por mulheres — é que o tapinha nas costas e os beijinhos devem ser evitados sempre, a menos que haja grande intimidade entre eles e a ocasião permita esse tipo de carinho.

- Mas até com o simples aperto de mão precisamos tomar cuidado.

Isso porque, na Ásia e no Oriente Médio, não se aperta a mão quando se cumprimenta alguém, pois isso é interpretado como um gesto agressivo.
- Já nos países islâmicos, estender a mão para uma mulher é altamente ofensivo.
- No Japão, como em outros países asiáticos, curvar-se diante de outra pessoa, é uma reverência que corresponde a um aperto de mão, com a particularidade de que a pessoa de status inferior curva-se antes e mais baixo.
- Os tailandeses e os hindus mais tradicionais também não
cumprimentam apertando a mão. Eles colocam as mãos unidas sobre o peito e se curvam diante do outro.


- As mãos para trás — na hora em que você não sabe o que fazer com elas — é atitude que também passa a idéia de elegância e autoridade. Além do mais, é muito melhor do que enfiá-las no bolso.
- Cruzar os braços sobre o peito pode passar uma imagem defensiva ou de desacordo.
- Durante uma conversa, um bom sinal de que você está interessado e prestando atenção no que ouve, é inclinar-se ligeiramente para a frente e reagir ao que o outro disser com um leve meneio de cabeça ou um sorriso discreto.
- Olhar a outra pessoa nos olhos enquanto conversa é sinal de interesse. Mas cuidado para não chegar ao extremo de olhar fixamente, pois isso pode denotar arrogância ou desafio.

A falta de pontualidade é uma gafe terrível. Sabemos que, às vezes, é complicado chegar no horário por causa do trânsito, da distância. Mas isso tem que ser previsto sempre que marcamos um encontro com alguém.
Pior ainda é se você for o anfitrião. Se você convida alguém para um almoço ou uma conversa de negócios, não pode chegar atrasado. Você não tem esse direito. É claro que, muitas vezes, o atraso será inevitável. Então, deve-se pelo menos manter o profissionalismo e avisar por telefone, imediatamente, que se atrasará, explicando o motivo.




Almoço de negócios
- Um almoço de negócios jamais deve ultrapassar duas horas. É o limite.
- Também não deve ser muito rápido, é claro. Um almoço de 25 minutos é quase um lanche, ou seja, é um mau indicador. Provavelmente o negócio foi ruim.
- Num almoço de duas horas, entre o aperitivo, a comida e a sobremesa, tem-se aí uma média de 40 minutos. Se for um restaurante selfservice, o tempo é menor ainda: 30 minutos em média. Assim, sobra mais de uma hora para se discutir os negócios.
- Momento adequado para discutir negócios é depois do almoço.
- Muita gente come e fala de negócios ao mesmo tempo. Isso só é permitido se as pessoas se conhecem há bastante tempo. Aí não tem problema. Ambos sabem que dispõem de pouco tempo, então vão direto ao assunto, comendo e definindo os negócios. Mas, se é a primeira vez que
acontece a reunião, não se deve fazer isso.

Coisas que devem ser evitadas sempre:

  • - Chegar e não cumprimentar;
  • - Ler enquanto outros estão conversando;
  • - Conversar enquanto outros estão lendo;
  • - Dar gargalhadas ruidosas;
  • - Criticar alguém na frente dos outros;
  • - Falar mal de uma pessoa ausente;
  • - Cortar unhas na presença de outras pessoas;
  • - Sussurrar ou rir em um templo religioso;
  • - Deixar um convidado sem lugar para sentar;
  • - Tocar numa obra de arte sem estar autorizado;
  • - Não expressar gratidão ao receber um presente;
  • - Rir dos erros alheios;
  • - Começar a comer logo depois de sentar à mesa;
  • - Falar enquanto um artista se apresenta;
  • - Não retribuir um sorriso; e
  • - Não agradecer um elogio.

Os tempos mudaram, a sociedade mudou, a vida acelerou, os gestos se tornaram apressados, a globalização nos faz correr de um lado para o outro, no trabalho e em nossos lares... Mas a gentileza, a diplomacia, a palavra dita corretamente na hora certa, a polidez no trato para com as pessoas...isso nunca é demais, mesmo porque todo ser humano — tenha ele a posição social que tiver — merece ser respeitado e tratado com dignidade.

Porque Etiqueta Social não é somente saber se portar à mesa, ou ter gestos elegantes. Etiqueta é se respeitar, é respeitar as pessoas.